A Tuberculose dos Peixes

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que provoca na

maioria das vezes um emagrecimento progressivo no peixe sem outros sintomas aparente de doença, já que o peixe continua a se alimentar. Os agentes patogênicos são diversas micro-bactérias, cuja identificação só poderá ser efetuada por meios laboratoriais.

A espécie Mycobacterium piscium a maior responsável por estas patologias, foi

identificada em 1923 atribuindo à Mycobacterium tuberculosis piscium e a Mycobacterium poicilothermorum serem às mesmas, existem muitas outras que não vem ao caso no momento. Apenas uma referencia à M. balnei, M. fortentum e a M. marium (esta responsável pela doença em peixes marinhos) são agentes que podem causar uma zoonose caracterizado por uma tuberculose cutânea dita atípica (dermatite nos dedos do homem).

O período de incubação é de três semanas, ATENÇÃO: sempre é bom salientar os cuidados aos trabalhos de limpeza nos aquários sempre que tenhamos ferimentos ou cortes nas mãos, a tuberculose piscicola e a hydropsia são talvez as duas mais perigosas doenças que atacam os peixes de aquários. A tuberculose dos peixes ataca principalmente os indivíduos enfraquecidos, com inanição ou predispostos, geralmente sem sinais clínicos aparentes, quando ela se manifesta de modo visível, podemos constatar primeiro um emagrecimento do peixe, seguido de lesões cutâneas, perda de cor e/ou exoftalmia (anormalidade que deixa os olhos do peixe salientes).

Em espadas geralmente decorrem 31 dias entre o aparecimento da exoftalmia e a morte do peixe.Muitas vezes, nenhum sintoma precede a morte súbita, outras vezes apenas um ou outro sinais da doença são detectáveis. Simultaneamente com os sintomas apresentados podem vir ocorrer definhamento das barbatanas e a formação de nodosidades ou pequenos quistos apenas visíveis ao microscópio, estas nodosidades estendem-se aos órgãos internos atacando os intestinos, o fígado, os ovários, o baço, bexiga natatória e os rins, segue-se finalmente uma dilatação do abdome.

Estas nodosidades compõe-se muitas vezes de puras culturas de bactérias que se multiplicam rapidamente à temperaturas entre os 18o e 30o C. Por vezes encerram pigmentos negros, os peixes deslizam sobre o próprio ventre apresentando sintomas de uma infecção na bexiga natatória. Temos como principal atitude a prevenção: oferecendo no mínimo uma alimentação variada e de boa qualidade, caso seja identificado a presença de peixes contaminados no aquário, o isolamento ou a eliminação de todos suspeitos seria talvez o único meio de evitarmos uma epidemia.

As condições de higiene do aquário: deverão ser controladas, algumas recomendações seriam:

  • se possível baixar à temperatura à 25o a 20o C ou eleva-la à 30o a 32o C.
  • fornecer uma forte aeração.

  • uma boa filtragem, retirar todas as matérias em decomposição.
  • dando luz suficiente e se possível submetendo a água à ação dos raios UV.
  • e alimentação reforçada de preferência ricas em proteínas (principalmente alimentos vivos).

Como forma curativa a recuperação de um peixe pode levar um bom tempo e muitas vezes em vão, os antibióticos de eleição são a estreptomicina e a tetraciclina.

Lembre-se que se trata de uma doença perigosa e de difícil diagnóstico, sendo a única forma de diagnostico definitivo a necropsia, sempre que suspeitar de um peixe contaminado, remova-o, caso a suspeita se comprove, separe os indivíduos que tiveram contato com o doente trate deles imediatamente, desinfete o aquário e se algum desses vier a morrer, não introduza novos peixes no mesmo aquário antes de uma boa quarentena.

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